
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Édipo de Casa
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Série Poemas de Viagens
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Tupinambá or Tupiniquim
Canção em tributo à nação Tupinambá que vivia no litoral (paulista) na época do descobrimento, e foi comida dos brancos colonizadores.
TUPINAMBÁ OR TUPINIQUIM!
Quanta canoa tinha por aqui!
O beija-flor beijava a boca do cantador!
Tupinambá or tupiniquim!
Tupinambá or tupiniquim!
Salve Aimberê, salve Aimberê,
Nestas matas onde anda você?
Salve Coaquira, salve coaquira,
Deste fogo qual é a sua pira?
Cunha, cunhã? Cunhambebe.
Não bebe saquê, só bebia cauim!
E tantos braços de remador,
E tantos arcos de atirador!...
Dente de tubarão
Espanta a gente que vem lá
Não deixa perós, peraí.
Ele vem me acabar!
Já que flecha enverga e quebra
e da boca do marimbondo fogo me queima!
Ó lua me leva eu, ó lua me leva
Ó lua nova leva eu, venha me levar!
Tupinambá or tupiniquim!
Tupinambá or tupiniquim!
A 1ª Confederação das Américas
PS.: em 1554, para lutar contra o jugo dos portugueses que escravizavam e matavam muitos índios, Aimberê, chefe tupinambá reuniu várias tribos e nações indígenas para resistir à ocupação portuguesa no litoral . Essa reunião chamou-se "Confederação dos Tamoios".
Em sua primeira fase foi escolhido para chefiar a luta o morubixaba Cunhambebe - chefe da aldeia tupinambá na região onde hoje é Angra dos Reis - este grande e temido chefe morreu com varíola pelo contato com os franceses que trocavam armas de fogo com pau-brasil, auxiliando os índios na guerra. Com a morte de Cunhambebe, o próprio Aimberê encarregou-se da chefia da confederação até o seu término em 1567.
Outros chefes também foram importantes nesta revolta: Koaquira - chefe tupinambá da aldeia de Iperoig, onde hoje fica Ubatuba; Pindobuçu - chefe de outra aldeia tupinambá no Rio de Janeiro; Araraí - chefe dos índios guaianá; além de outras nações como os goitaká e os aimoré.
Os índios que moravam na beira do mar naquele tempo, eram: Os tupiniquim, os potiguar, os kaeté, os aimoré, os tupinikim, os goitaká, os temiminó, os tamoio, os tupi, os goiana, os guarani e os karijó.
Mesmo depois da negociação de paz maestrada pelos jezuítas Padre Nóbrega e José de Anchieta, que garantiu por algum tempo a paz entre índios e portugueses, a guerra retornou, por motivos políticos e de interesses de exploração econômica por parte da côrte portuguesa, muitas nações índigenas foram massacradas e dizimadas pelas tropas portuguesas, como foi o caso da aldeia de Uruçumirim de Aimberê, onde Estácio de Sá, (sobrinho de Mem de Sá, então governador das terras brasileiras) fez a cidade que se chamou São Sebastião do Rio de Janeiro.
TUPINAMBÁ OR TUPINIQUIM!Quanta canoa tinha por aqui!
O beija-flor beijava a boca do cantador!
Tupinambá or tupiniquim!
Tupinambá or tupiniquim!
Salve Aimberê, salve Aimberê,
Nestas matas onde anda você?
Salve Coaquira, salve coaquira,
Deste fogo qual é a sua pira?
Cunha, cunhã? Cunhambebe.
Não bebe saquê, só bebia cauim!
E tantos braços de remador,
E tantos arcos de atirador!...
Dente de tubarão
Espanta a gente que vem lá
Não deixa perós, peraí.
Ele vem me acabar!
Já que flecha enverga e quebra
e da boca do marimbondo fogo me queima!
Ó lua me leva eu, ó lua me leva
Ó lua nova leva eu, venha me levar!
Tupinambá or tupiniquim!
Tupinambá or tupiniquim!
de Bado Todão
(veio uns hôme de saia preta
cheio de caixinha e pó branco,
que eles disserum que era açucre!
Aí eles falarum e nós fechamo a cara,
Depois eles arrepitirum e nós fechamo o corpo,
Então eles insitirum e nós comemo eles!)
de Chacal
A 1ª Confederação das Américas
PS.: em 1554, para lutar contra o jugo dos portugueses que escravizavam e matavam muitos índios, Aimberê, chefe tupinambá reuniu várias tribos e nações indígenas para resistir à ocupação portuguesa no litoral . Essa reunião chamou-se "Confederação dos Tamoios".
Em sua primeira fase foi escolhido para chefiar a luta o morubixaba Cunhambebe - chefe da aldeia tupinambá na região onde hoje é Angra dos Reis - este grande e temido chefe morreu com varíola pelo contato com os franceses que trocavam armas de fogo com pau-brasil, auxiliando os índios na guerra. Com a morte de Cunhambebe, o próprio Aimberê encarregou-se da chefia da confederação até o seu término em 1567.
Outros chefes também foram importantes nesta revolta: Koaquira - chefe tupinambá da aldeia de Iperoig, onde hoje fica Ubatuba; Pindobuçu - chefe de outra aldeia tupinambá no Rio de Janeiro; Araraí - chefe dos índios guaianá; além de outras nações como os goitaká e os aimoré.
Os índios que moravam na beira do mar naquele tempo, eram: Os tupiniquim, os potiguar, os kaeté, os aimoré, os tupinikim, os goitaká, os temiminó, os tamoio, os tupi, os goiana, os guarani e os karijó.
Mesmo depois da negociação de paz maestrada pelos jezuítas Padre Nóbrega e José de Anchieta, que garantiu por algum tempo a paz entre índios e portugueses, a guerra retornou, por motivos políticos e de interesses de exploração econômica por parte da côrte portuguesa, muitas nações índigenas foram massacradas e dizimadas pelas tropas portuguesas, como foi o caso da aldeia de Uruçumirim de Aimberê, onde Estácio de Sá, (sobrinho de Mem de Sá, então governador das terras brasileiras) fez a cidade que se chamou São Sebastião do Rio de Janeiro.
Escuitái Nhô-Nhô Contá
Outro momento caiçarado:ESCUITÁI NHÔ-NHÔ CONTÁ
(canção em ritmo: Caboclinho)
Barrê a pomonga... (1)*
Mandioca no terreiro
Taioba, inhame e cará
Bemtevi na fruteira
Saíra, tiê e sabiá.
O limão no limoeiro (o cravo)
Pão, abil e araçá!
Pinchá rede no mar... (2)*
A canoinha na areia
Balaio, anzol, samburá
Pescador no pesqueiro
Corvina, garoupa e guaiá.
A gaivota passeia
Aqui, ali e acolá!
Zanzá no lagamar... (3)*
Vem de lá do estrangeiro
Rumor do mundo acabar
Aqui a vida mareia
caranguejo e sapinhoá.
A prosa lá no vendeiro
Histórias pra se falar!
Escuitái Nhô-Nhô Contá... (4)*
A nódoa na bananeira
Punhal, noite e luar
Visita no galinheiro
Cobra, lobisomem ou gambá
A xiba na sexta-feira
Depois um banho de mar!
de Bado Todão
[* TERMOS CAIÇARAS :
(1) barrê: varrer / pomonga: tufo de fuligem , linhas, algodão, muito comum por debaixo das camas nas casas caiçaras.
(2) pinchá: jogar, atirar / rede: malha de pesca
(3)zanzá: zanzar, passear, andar / lagamar: lugar na maré vazante em que concentrando-se pequenas poças de água na praia.
(4) escuitái: escute, ouça / nhô-nhô: avô, vovô / contá: contar]
Em Caiçarês
Um jeito de cantar a poesia caiçara."Nas horas de desalento,
- que eu nem sei explicar -
entediado da vida
procuro então disfarçar.
Sozinho no meu barquinho,
deslizo por sobre o mar.
Então eu conto às vagas,
as mágoas do coração.
Desabafo minha queixas
em uma terna canção,
chego a trocar o meu barco,
pelo som de um violão..."
do poeta Anilade, pescador da praia do Itaguá
(amigo da também poeta caiçara Idalina Graça)
Picinguaba
Momento Xissss na Romênia
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Série Poemas de Viagens
Escusas!
Queridos visitantes,
Peço desculpas pela miscelânia histórica do blog, na realidade ele ainda está em composição. Preciso, antes de tudo, organizar as coisas que dizem respeito à minha vida artística: fatos, fotos , textos, etc. Fico achando que isto torna a página bastante poluida, mas ainda assim vou continuar desta forma aleatória, pois gosto de ser prático e no que vou achando o material vou colocando imediatamente no blog.
Garanto em breve localizar melhor os assuntos para assim poder fazer desta página uma coisa um pouco mais interessante (se é que pode vir a ser). Por enquanto espero que suportem as reminiscências. Abraços!
Peço desculpas pela miscelânia histórica do blog, na realidade ele ainda está em composição. Preciso, antes de tudo, organizar as coisas que dizem respeito à minha vida artística: fatos, fotos , textos, etc. Fico achando que isto torna a página bastante poluida, mas ainda assim vou continuar desta forma aleatória, pois gosto de ser prático e no que vou achando o material vou colocando imediatamente no blog.
Garanto em breve localizar melhor os assuntos para assim poder fazer desta página uma coisa um pouco mais interessante (se é que pode vir a ser). Por enquanto espero que suportem as reminiscências. Abraços!
Assinar:
Postagens (Atom)















